(...)
Dadas as circunstâncias - o ataque súbito, perpetrado por invisível inimigo, e
a morte dum dos sábios da expedição -, não tinha sido possível verificar com exactidão de que metal eram
feitas as esferas.
(Que sabia o pobre do mineralogista das possíveis imitações da prata, se nesses tempos ainda não eram conhecidos da ciência dos eridanos?).
Uma coisa era certa: o sábio das pedras sabia do seu ofício, possuía os conhecimentos de ponta (para a época...), e se ele as identificara como sendo de prata, era porque elas eram de prata! Poderia também haver ouro, a luz suprema! E, - pensava o capitão -, se prata havia e ouro houvesse, porque não, platina, diamantes, opalas e outras preciosas pedrarias?
(Que sabia o pobre do mineralogista das possíveis imitações da prata, se nesses tempos ainda não eram conhecidos da ciência dos eridanos?).
Uma coisa era certa: o sábio das pedras sabia do seu ofício, possuía os conhecimentos de ponta (para a época...), e se ele as identificara como sendo de prata, era porque elas eram de prata! Poderia também haver ouro, a luz suprema! E, - pensava o capitão -, se prata havia e ouro houvesse, porque não, platina, diamantes, opalas e outras preciosas pedrarias?
Depois do biólogo ter sido atingido pela
seta que o vitimou, e ter sido completamente frustrada a tentativa de retaliação
e intimidação levadas a cabo pelo general, nada mais havia a fazer senão
retroceder o mais depressa possível.
O caminho que tomaram, vindos da praia,
representava um grande risco para a retirada. Era demasiado longo e passava ao
alcance de muitas árvores; as marcas deixadas no carreiro, para o regresso, não
serviriam de nada, por ora. A direcção dos dardos de madeira, ao espetarem-se
no solo, mostrava que eles vinham de cima. Mas era evidente que não poderiam
vir do céu!... E se viessem?... Não! Não podiam vir do céu. Assim pensaram
(como Lavoisier), sendo o raciocínio dos eridanos (e o do próprio sábio
francês...) um avanço em relação a crenças antigas. Podia não ser verdadeiro,
segundo possibilidades ou probabilidades ignoradas, mas era-o já, segundo o
conhecimento adquirido e possível!
Os projécteis vinham, portanto, da copa das árvores. Quem quer que reinasse naquela planície sem fim, deveria encontrar-se lá cima; as estacas cravadas nos troncos sugeriam isso mesmo, sem que, no entanto, se percebesse bem porquê. Seria por causa das feras?
Os projécteis vinham, portanto, da copa das árvores. Quem quer que reinasse naquela planície sem fim, deveria encontrar-se lá cima; as estacas cravadas nos troncos sugeriam isso mesmo, sem que, no entanto, se percebesse bem porquê. Seria por causa das feras?
em A FEBRE DO OURO, Pág 98
.
Veja também outros extractos, nas postagens anteriores.